quarta-feira, 27 de maio de 2009

Reforço da Coordenadora Concelhia


Na reunião alargada da Comissão Coordenadora Concelhia do dia 25 de Maio, tendo em consideração o acréscimo de trabalhos que este período eleitoral vai trazer bem como o impedimento de alguns membros da Concelhia, foi decidido reforçar esta Coordenadora.

Ficaram assim definidos os seguintes sectores:

Coordenação

Mário Durval

Autarquias

Humberto Candeias, com o reforço de:

Paula Costa e
Rosário Vaz

Comunicação

Carlos Alberto Correia

Tesouraria

Manuel Sabino

Agitação e Propaganda e Juventude

Alberto Cruz com o reforço de André Antunes

terça-feira, 26 de maio de 2009

Cabeças de listas para as eleições autárquicas de 2009







No passado dia 21 foram divulgados os candidatos do Bloco de Esquerda, Barreiro, para as próximas eleições autárquicas. Os candidatos apresentados são os seguintes:
Mandatário

José Augusto Batista - Independente
Biólogo; Professor do ensino secundário: Perito da OIT.

Mandatário para a Juventude

David Neves – Independente
Estudante de Economia.

Câmara Municipal

Mário Durval
Médico de Saúde Pública.

Carlos Alberto Correia
Antropólogo/Gestor de Empresas.

Assembleia Municipal
Humberto Candeias
Psicólogo – Director Técnico da Cooperativa Nós.

Rosário Vaz
Professora do Ensino Superior.

José Namora – Independente
Licenciado em Ciências Políticas.

Maria José Marques – Independente
Funcionária das Finanças

André Antunes
Estudante de Contabilidade e Finanças

Juntas de Freguesia:

Freguesia do Alto do Seixalinho
Manuel Flores Sabino
Assistente de Gestão da REFER

Freguesia do Barreiro
Paula Cristina Soares - Independente
Assistente Social

Freguesia de Coina
Vitália Ribeiro
Professora do Ensino Secundário

Freguesia do Lavradio
João Lampreia
Técnico de Vendas

Freguesia de Palhais
João Martins Xavier
Funcionário Parlamentar

Freguesia de Santo André
Maria Jorgete Teixeira
Professora do Ensino Secundário

Freguesia de Santo António da Charneca
Armando Mendes
Estudante - Técnico de Banca e Seguros

Freguesia da Verderena
Carmindo Vicente – Independente
Aduaneiro reformado.

terça-feira, 19 de maio de 2009

O barreiro no eixo de confluência da mudança







Desde há algum tempo a esta parte, o Barreiro vem sendo notícia nas páginas dos jornais locais e nacionais. Pode mesmo dizer-se que o Barreiro atravessa uma fase crucial de oportunidade, pois a sua posição estratégica relativamente aos investimentos públicos que se desenham no horizonte – Terceira Travessia do Tejo, o Novo Aeroporto e a exposição ribeirinha dos terrenos da Quimiparque, surgem como uma quase oferta de rampa de lançamento da cidade que, depois da era industrial, veio perdendo em oferta de emprego, em desenvolvimento e, por isso, em população efectiva.
Acrescendo a estes factos, surge-nos agora um Projecto chamado do “Arco Ribeirinho Sul”, onde, naturalmente, o Barreiro se inclui.

A grande aposta está em criar, na Área Metropolitana de Lisboa, “uma grande metrópole de duas margens”, onde o Tejo pode, hoje, como outrora, ser um protagonista de valor acrescentado. E é aí que o Barreiro deve surgir inovador e com sentido da sua História.

Efectivamente, o Barreiro foi, nos seus primórdios, uma vila piscatória e de moleiros, estes dos aí presentes moinhos de maré. Com o passar dos tempos, o Barreiro passou a vila industrial e operária; as indústrias que nos levam a falar da agora Quimiparque, passavam de Alcântara para o Barreiro via Tejo. Este, porém, entrava pelos territórios adentro através do seu afluente Coina e também aí deixou marcas que integram a História desta cidade.

É, pois, uma evidência que, neste, ou em qualquer que fosse o Projecto, o Tejo tinha de estar no Centro da valorização do Barreiro do futuro.
Consciente das potencialidades do referido Projecto do Arco Ribeirinho Sul, o Bloco de Esquerda tem contributos objectivos que passam pela proposta de criação de um Centro Cultural e Científico do Tejo.

Este mesmo Tejo que se prepara para suportar um terceiro atravessamento, tem forçosamente de ser rentabilizado e equacionado nas suas múltiplas valências e ofertas de oportunidade.

Ao falar de Centro Cultural e Científico do Tejo não está subjacente a ideia de um espaço físico, diga-se, um edifício colocado algures, no Barreiro. Pensa-se, antes, que o Barreiro tem matéria importante e suficiente para motivar a investigação científica e cultural, em torno da sua História, o que consubstanciará, garantidamente, o desenvolvimento equilibrado e harmonioso desejado.
Assim, essa ideia vai começar a concretizar-se já no próximo dia 16 do presente mês, com a realização do Seminário “Os Caminhos do Tejo”, no Auditório da Biblioteca Municipal, entre as 10 e as 17Horas, com a realização de três mesas de apresentação de temas variados, por especialistas de reconhecido mérito, da História à Biologia, passando pela Geografia, Economia e outros.

Este será também um contributo, que se afigura indispensável, para pôr travão à destruição do Património Histórico, seja ele edificado ou de memórias construído, na preservação da identidade do Barreiro.


Rosário Vaz - BE

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Seminário "Os caminhos do Tejo"



No âmbito do lançamento da iniciativa em prol da formação e implementação do Centro Cultural e Científico do Tejo, convidamos todos os interessados para o seminário, acima mencionado, a decorrer no Sábado, dia 16 de Maio, na Biblioteca Municipal do Barreiro.

A ordem de trabalhos será a seguinte:

10,00 – 11,00 – Águas paradas ainda movem moinhos
Abertura – Mário Durval

 José Tribolet – Presidente do INESC
 Lino Costa – Biólogo

11,00 – 11,30 – Debate

Moderador – Mário Durval

11,30 – 11,45 – Café


11,45 – 12,15 – Gentes e Ambientes Alfreda Cruz – Geógrafa
 José A. Batista – Biólogo

12,15 – 12,45 - Debate
Moderador – Rosário Vaz



Almoço



15,00 – 16,00 – O Tejo nos caminhos da história – José Caro Proença - Historiador
– Fernando Rosas - Historiador
– António Ventura – Historiador

- Joaquim Raminhos - (BE)

16,00 – 16,30 – Debate

Moderador – Carlos Alberto Correia


16,30 – 17,00 - Conclusões

- António de Sousa Pereira – Jornalista


Durante o seminário serão apresentados textos literários seleccionados pelas Professoras Maria Jorgete Teixeira e Rosário Vaz.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Centro Cultural e Cientifíco do Tejo





Agendámos para 16 de Maio, das 10,00 horas até às 17,00, na Biblioteca Municipal do Barreiro, o seminário “ Os caminhos do Tejo”.

Esta iniciativa inscreve-se na recuperação do valor que o Rio teve e tem, na história, na economia e na cultura, não só da Região Ribeirinha, como nos seus reflexos nas ordenações territoriais e económicas do País.

Começámos assim por contactar com um variado grupo de especialistas em história, geografia, arquitectura, economia, sociologia, antropologia, engenharia, etc., perguntando-lhes o seu ponto de vista sobre a realidade do rio e das suas populações ao longo do tempo, bem como qual seria a sua visão para o futuro.

Dessas conversas resultou a ideia de avançar com a criação de um Centro Cultural e Científico do Tejo. O conceito central seria o de, a partir de núcleos museológicos vivos – ex: Navegação e Descobrimentos; Corticeiro; Ferroviário; Industrial e ambiente – chegarmos a um Centro de Informática e Documentação que viesse a centralizar o conhecimento produzido na e para a zona dos Rios Coina e Tejo.

O projecto embora ambicioso é conseguível. Basta, para tanto, que, ultrapassando o círculo sempre restrito do nível partidário, soubéssemos abrir esta iniciativa às forças vivas da comunidade.

Foi o que fizemos. Aprofundámos e ampliámos os contactos com os especialistas e orientámo-nos para o seminário acima anunciado, onde, esperamos, novos contributos venham a ser dados para a consolidação deste empreendimento sociocultural que, senão pela sua génese, pela sua prossecução será património, assim o cremos, de todas as comunidades ribeirinhas.

Sobre a constituição das mesas e painéis do seminário, daremos, brevemente, notícias.

terça-feira, 28 de abril de 2009

PROTESTO








A total ausência de público nas Assembleias de Freguesia é uma realidade que se tem constatado, desde o início do actual mandato autárquico, até à presente data.

Em 28 de Dezembro de 2006, a Assembleia de Freguesia do Barreiro aprovou uma proposta de descentralização das reuniões do referido órgão, apresentada pelo Bloco de Esquerda.

Porque passados dois anos, nada se tinha alterado relativamente à moção aprovada, nem tinha sido dada qualquer explicação sobre o facto, a eleita do Bloco de Esquerda pediu esclarecimento sobre o assunto em questão.
Foi respondido, pelo Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia, que ainda não tinha sido encontrado local compatível com o uso dos meios informáticos utilizado nas reuniões.

Agora, que estamos a poucos meses do final deste mandato autárquico, sem que a proposta aprovada tenha sido levada à prática, o Bloco de Esquerda conclui que, à prática da transparência e do exercício da democracia, se sobrepuseram obstáculos de mero carácter burocrático.

Assim, em reunião da Assembleia de Freguesia de 27 de Abril de 2009, o Bloco de Esquerda apresenta o protesto veemente pela notória falta de cumprimento na execução prática da proposta aprovada, num manifesto incumprimento das regras democráticas.


B.E
Rosário Vaz


Barreiro, 27 de Abril de 2009


Proposta não aprovada pela maioria!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

o que sei de abril em nós





I

não há razões perfeitas nem este é um mundo completo
desconheço amor onde o afecto igualmente se mantenha
nem sei de horários sempre desejáveis

o que sei é um saber de coisas por saber lançadas na minha descoberta

por isso hoje em abril na escola alfredo da silva
com a arma das palavras e o sentido da cantiga
recordo o tempo em que esperava ver surgir esta nação

II

viemos expor-nos nas palavras e traçar o quadro do percurso
meteoritos descendo sobre a terra e produzindo rápida claridade
viemos de passagem falámos da viagem

nem todas as fontes iniciam rios mas todos os rios nascem de uma fonte

importante é que deixem no seu rasto de águas renovadas
o caminho vegetal da alegria

assim em abril as coisas acontecem além das intenções e
pensar que é possível parar o movimento é como
tapar com panos pretos as janelas
para cortar o dia

que a revolução é sentimento de mudança
há muito arquitectada no coração das gentes
mais que um corpo é paixão
mais descoberta que sempre

quero dizer
fazer a revolução é diferente de criar uma liturgia

que em abril semente de actos novos em campos de imprevisto
não se admitem tréguas nem hipóteses
mas um corpo de mulher por sobre as ondas
para o qual as nossas vidas tendem



III

suponhamos que num acaso que nada deve ao acaso
se abriam nas janelas rasgos de verdades e deslumbrados
nos olhos surgia uma cidade que sendo a mesma outra transparecia

pensemos um dia em que por cima do sorriso
os homens prolongassem em festa a primavera que andava recolhida
e súbita rebentasse em seiva de flores
por sobre os aços

imaginemos o momento de tudo ser possível
mesmo a bandeira do vento no rubro da paixão
então

era uma vez um povo com um rio carregado de tristeza
era uma vez uma pátria de marinheiros e sem navios
que plantara uma praia inteirinha de viúvas com olhos de gaivotas
e coração de rocha

era uma vez um povo com a noite sobre a nuca
era uma vez um frio

IV

não há razões perfeitas nem este é um mundo completo
e estamos de passagem
só o povo flui constantemente se conserva e é diferente
nós somos uma parte da viagem
um porto a encontrar

juntos aqui em abril tentemos
o novo passo a dar


Carlos Alberto Correia